Quem não ouviu um absurdo durante o dia que jogue a primeira pedra! Eu sou uma moça privilegiada, então ouço 50 absurdos por segundo. Depois de muito penar nessa vida, eu aprendi a fazer cara de monalisa com variações para cara de abacaxi.Tirando todas as histerias conversivas que eu tenho pelo fato de não falar o que eu penso, até que tô indo bem.
Mas, se tem uma coisa que ainda me deixa com cara de retardada é quando as pessoas querem discutir uma situação super séria simplificando tudo com o simples "é minha opinião".
Ok, eu não tenho nada contra a sua opinião pessoal, eu acho que por mais absurda que ela seja, todo mundo tem direito de ter uma opinião. O que me incomoda é colocá-la como verdade para todos e ai nós entramos em outra questão completamente diferente de ser sua opinião ou não, estamos falando de eleger uma verdade e/ou moral para julgar as pessoas, colocando elas em duas instâncias: certo ou errado. Veja bem, você vai eleger o certo ou errado para uma terceira pessoa que, por mais que você insista, nunca vai ter a mesma experiência que você. E é dai que vem o meu grande preconceito quando as pessoas em uma discussão sobre ter filhos ou não, por exemplo, afirmam que não ter filhos é estranho. Ora, é estranho para você! E para várias outras pessoas pode não ser e ai você não precisa nem se dar o trabalho de resolver isso pelo outro, deixem que os outros resolvam. Que tal? Facilitou a vida? Ótimo, tentem fazer isso a partir de hoje.
Agradecida.
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
domingo, 11 de dezembro de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
E se fosse o contrário?
E se quando acordássemos tudo estivesse ao contrário? E se os fundamentalistas religiosos dissessem que o natural é o homem casar com o homem e mulher casar com mulher. Que quem tem relacionamentos heterossexuais deve ser punido, não só com a violência, mas com o olhar que vigia e rejeita, o mesmo olhar que acolhe e dá redenção a todos os homossexuais. Um casal heterossexual que caminha na rua é violentado por neonazistas que segundo eles, afrontam todo tipo de raça pura que pode existir. Difícil, né?
Difícil mesmo é ser usado como xingamento todos os dias.
- Sua bicha, viado!
- Aquela ali parece uma lésbica, né? Que ridícula.
- O que, tá me estranhando? Não sou biba não, sou macho.
Não entendo a facilidade absurda de xingar o outro pelo motivo extraordinário de ser homossexual. Ok. Então, já que você não gosta de maçã e eu sim, vou odiar você pelo resto da vida. E o discurso clássico, que ouvimos todos os dias é:
- Eu não sou preconceituosa, de verdade. Meu primo é gay. Mas, é que...
Preconceito, pra mim, é ignorância pura. E se você é daqueles que não se dizem preconceituosos, mas não deixam a sexualidade do outro em paz, tenho uma novidade: isso é preconceito.
No dia do Orgulho LGBT, gostaria que as pessoas começassem a se colocar no lugar do outro, do tipo: e se fosse eu? Como eu me sentiria? Como deve ser horrível ser julgado pela minha sexualidade sem ao menos me conhecer. E se fosse ao contrário? E se as pessoas falassem que a minha sexualidade fosse uma doença que pode ser passada para crianças na escola, isso não faz de mim um monstro? Imagine ouvir todos os dias que o amor, desejo ou qualquer coisa que você sente por outra pessoa é errado e ainda é motivo de piada para todos os programas humorísticos do mundo. Afinal, a única forma de ser aceito aceito pelos heteros é ser muito bem humorado, como um palhaço, um bobo da corte.
Não consegue fazer tudo isso? Tudo bem, então, simplesmente não ligue para o fato de alguém ter uma sexualidade diferente da sua. Sério, não ligue de verdade. Conheça a pessoa além da sexualidade, fale com ela. Talvez ela seja uma pessoa maravilhosa ou não. Não importa. O que importa mesmo é conversar com ela e não com sua sexualidade.
Acredite, as pessoas são mais do que uma orientação sexual.
Assinar:
Postagens (Atom)

