segunda-feira, 22 de abril de 2013

Você conhece a palavra de Foucault?


Ano passado foi aquela correria pra terminar a faculdade. E nessa correria toda esqueci de contar uma história bizarra (sim, eu sei que minhas histórias sempre são bizarras). Gente. Tô aqui, viu? No meio desse caos eu sempre pensava que se a Marisa Lobo e o Malafaia conseguiram, eu também podia. Ufa, agora sou oficialmente uma psicóloga séria e renomada, vejam só:



Tem poucas coisas na vida que eu espero com afinco, entre elas estão esbarrar com o Tarantino, ver um mundo menos preconceituoso, conseguir tomar sorvete e comer pipoca todos os dias sem engordar e não ser perturbada às 07:30 da manhã quando estou indo para o trabalho em um ônibus lotado. Nesse exato momento do dia eu sou especificamente um zumbi e eu acredito que isso fica muito claro para as pessoas.

Estava no ônibus indo pro trabalho e milagrosamente surgiu um lugar vazio, fui correndo sentar. Reforcei minha cara de zumbi, peguei a História da Sexualidade do nosso querido Foucault para ler, coloquei o fone no ouvido para ninguém me perturbar e isso ainda não foi o suficiente para que a criatura do meu lado entendesse que isso é quase uma placa de NÃO PERTURBE.

Quando estava chegando no lugar que iria descer, acordei do meu sonho e a criatura que estava sentada do meu lado sorriu. Fiquei com medo, dei o sorriso monalisa mais sem graça que já existiu. Quando estava arrumando minhas coisas (eu carregava o mundo inteiro na minha mochila) a criatura sorridente diz pra mim:
Criatura Sorridente – Olá, tudo bem? Bom dia!
Thayz Zumbi- Oi. (Com a minha maior cara de susto)
Criatura sorridente – Você conhece a palavra de deus? (E me entrega um panfleto)
Thayz Zumbi – E você? Conhece a Palavra de Foucault? (Ergo a História da Sexualidade I)
A Criatura Sorridente faz uma cara de confusa e o sorriso vai sumindo.
Thayz Zumbi – Bom dia pra você também, que Foucault te acompanhe.

Thayz espantando pessoas simpáticas desde 1985. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dos absurdos do dia a dia

Quem não ouviu um absurdo durante o dia que jogue a primeira pedra! Eu sou uma moça privilegiada, então ouço 50 absurdos por segundo. Depois de muito penar nessa vida, eu aprendi a fazer cara de monalisa com variações para cara de abacaxi.Tirando todas as histerias conversivas que eu tenho pelo fato de não falar o que eu penso, até que tô indo bem.


Mas, se tem uma coisa que ainda me deixa com cara de retardada é quando as pessoas querem discutir uma situação super séria simplificando tudo com o simples "é minha opinião".

Ok, eu não tenho nada contra a sua opinião pessoal, eu acho que por mais absurda que ela seja, todo mundo tem direito de ter uma opinião. O que me incomoda é colocá-la como verdade para todos e ai nós entramos em outra questão completamente diferente de ser sua opinião ou não, estamos falando de eleger uma verdade e/ou moral para julgar as pessoas, colocando elas em duas instâncias: certo ou errado. Veja bem, você vai eleger o certo ou errado para uma terceira pessoa que, por mais que você insista, nunca vai ter a mesma experiência que você. E é dai que vem o meu grande preconceito quando as pessoas em uma discussão sobre ter filhos ou não, por exemplo, afirmam que não ter filhos é estranho. Ora, é estranho para você! E para várias outras pessoas pode não ser e ai você não precisa nem se dar o trabalho de resolver isso pelo outro, deixem que os outros resolvam. Que tal? Facilitou a vida? Ótimo, tentem fazer isso a partir de hoje.

Agradecida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Minha Querida Professora

Pois é, acreditem ou não, depois de muitos surtos esquizofrênicos, eu estou no último ano de psicologia. Não sei se choro ou comemoro, por enquanto eu só dou risada. Explico.
Segunda-feira eu entro na aula, atrasada, e sento no meu lugar de sempre. A professora fala coisas bacanas, ela dá aula super bem, mas por algum motivo eu não conseguia prestar atenção.
Comecei a ficar super incomodada e finalmente entendi o que estava pegando: eu conhecia ela de algum lugar. Mas, de onde? Será que eu briguei com ela? Ela me odeia? Eu a odeio? Eu fiz entrevista com ela?
Tudo passou pela minha cabeça. E continuava sem prestar atenção no que ela falava.

- Quando vocês estiverem atendendo, bla bla bla whiskas sachet, vocês precisam, olá thayz, quem sou eu? Segundo a psicoterapia breve... vc não sabe quem eu sou, lero lero.

Juro que tentei desencanar, mas a minha capacidade de ter que saber o que está acontecendo era maior do que qualquer coisa. E tinha mais um agravante, ela tem um cabelo preto, uma franjona enorme e óculos de grau com uma armação bem pesada. Então, como diabos poderia esquecer de um rosto tão marcante?
E aí, comecei a pensar nela sem a franja e o óculos.
Tudo começou a clarear, finalmente sabia quem era: a cópia feminina do Adam Sandler.
E aí, eu ri, gargalhei, surtei no meio da sala de tanto rir. Minha professora olhou pra minha cara e perguntou:

- Que foi? Tô falando alguma coisa engraçada, é? Sou eu? 
- Não, professora, eu lembrei de uma coisa muito louca.

E eu fiquei lá pensando em todos os filmes do Adam Sandler e de como seria interessante se os dois fizessem algumas cenas juntos. Imagina só, ele tem uma irmã gêmea e não sabe. Eu poderia vender essa informação para ele e ficar RYCAH. Eu poderia prestar atenção na aula também e parar de imaginar mil roteiros na cabeça, né?

Pelo menos minhas aulas de segunda-feira serão sempre divertidas.




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pin Up Feminista

Posso sair assim todos os dias?


Sim, estava fazendo propaganda da Coca. Sou um pin up, ué. :P

terça-feira, 28 de junho de 2011

E se fosse o contrário?

E se quando acordássemos tudo estivesse ao contrário? E se os fundamentalistas religiosos dissessem que o natural é o homem casar com o homem e mulher casar com mulher. Que quem tem relacionamentos heterossexuais deve ser punido, não só com a violência, mas com o olhar que vigia e rejeita, o mesmo olhar que acolhe e dá redenção a todos os homossexuais. Um casal heterossexual que caminha na rua é violentado por neonazistas que segundo eles, afrontam todo tipo de raça pura que pode existir. Difícil, né?

Difícil mesmo é ser usado como xingamento todos os dias. 

- Sua bicha, viado!
- Aquela ali parece uma lésbica, né? Que ridícula.
- O que, tá me estranhando? Não sou biba não, sou macho.

Não entendo a facilidade absurda de xingar o outro pelo motivo extraordinário de ser homossexual. Ok. Então, já que você não gosta de maçã e eu sim, vou odiar você pelo resto da vida. E o discurso clássico, que ouvimos todos os dias é:

- Eu não sou preconceituosa, de verdade. Meu primo é gay. Mas, é que...

Preconceito, pra mim, é ignorância pura. E se você é daqueles que não se dizem preconceituosos, mas não deixam a sexualidade do outro em paz, tenho uma novidade: isso é preconceito. 

No dia do Orgulho LGBT, gostaria que as pessoas começassem a se colocar no lugar do outro, do tipo: e se fosse eu? Como eu me sentiria? Como deve ser horrível ser julgado pela minha sexualidade sem ao menos me conhecer. E se fosse ao contrário? E se as pessoas falassem que a minha sexualidade fosse uma doença que pode ser passada para crianças na escola, isso não faz de mim um monstro? Imagine ouvir todos os dias que o amor, desejo ou qualquer coisa que você sente por outra pessoa é errado e ainda é motivo de piada para todos os programas humorísticos do mundo. Afinal, a única forma de ser aceito aceito pelos heteros é ser muito bem humorado, como um palhaço, um bobo da corte. 

Não consegue fazer tudo isso? Tudo bem, então, simplesmente não ligue para o fato de alguém ter uma sexualidade diferente da sua. Sério, não ligue de verdade. Conheça a pessoa além da sexualidade, fale com ela. Talvez ela seja uma pessoa maravilhosa ou não. Não importa. O que importa mesmo é conversar com ela e não com sua sexualidade.
Acredite, as pessoas são mais do que uma orientação sexual.