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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Roda moinho...

É tudo muito simples: eu não nasci para trabalhar dentro de uma empresa, cheia de regras e presa a hierarquias e burocracia. Tem uma coisa que não é tão simples assim, que nesse caso específico é a porra do capitalismo. Sim, todas as criaturas do mundo (incluindo euzinha aqui) tem que ganhar dinheiro para pagar suas contas e para isso fazemos coisas que não gostamos (leia odiamos). E essa não sou eu, me sinto presa, sufocada, sem vontade de existir. Acordar cedo para sustentar algo no qual sou completamente contra não faz parte do meu sonho infantil, faz parte de uma realidade que eu construí e não consigo sair por um motivo tão ridículo: medo (leia se cagando de medo de não ter dinheiro pra pagar a faculdade).
Eu vivo nesse dilema, essa sou eu, aquela que quer jogar tudo pro alto e finalmente parar de se preocupar com seu futuro mal de alzheimer (pq né, o que vocês acham que vão acontecer com tanto stress e infelicidade? :P) e finalmente me preocupar comigo, com meus desejos, objetivos, carreira, sonhos. Também tem aquela outra, que também sou eu, mas que é ajuizada demais, responsável demais e cagona demais para tomar atitudes como essa.

Enquanto minha confusão mental está por aí e o capitalismo não acaba (tudo bem, acho que isso pode demorar um pouco), fico aqui esperando até final do ano para que eu finalmente possar cantar junto com a Barbra Streisand.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Na entrevista

Trabalhar com RH, às vezes, é meio perverso. Te coloca numa posição muito louca, é você quem vai decidir se o cara tem o "perfil" do emprego ou não. Eu sempre vejo empresas pedindo coisas absurdas, que ter perfil ou não é simplesmente estar dentro do padrão ou não. Não, eu não gosto de trabalha com RH, mas preciso fazê-lo por mais um tempo ou pelo menos até terminar a faculdade. Precisar de dinheiro é uma bosta, né? Mas isso é tema para outro post, hoje eu quero falar sobre a entrevista que eu fiz parar trabalhar com RH.

Entrevistadora: E você gosta de trabalhar com pessoas?
Thayz: Gosto. (Mas, depende do tipo de pessoa que você está falando, se for daquelas preconceituosas, que saem por aí julgando pela cor, sexo, orientação sexual e tudo que ela achar que não é legal pra ela, ah, essas eu odeio. Dessas eu quero distância! Prefiro ficar horas a fio brincando com a minha gatinha Mafalda, ela é muito mais divertida que muito ser humano por aí. Na verdade, eu gosto muito mais de escrever, ler, assistir filmes e beber uma bela cerveja. Fazer coisas criativas e não ficar 08 horas por dia trancada numa sala com pessoas que só falam em como podem enriquecer mais ainda. Na verdade, vou terminar psicologia e fazer mestrado e depois doutorado, porque eu quero mesmo é ser professora universitária. Entendeu?)
Entrevistadora: Ótimo, pode iniciar segunda?
Thayz: Claro. (Que bosta, fui contratada.)

E assim o meu tempo diminuiu. Mas, eu sou uma pessoa muito cíclica, acredito muito em um ano novo com novas esperanças e acontecimentos. 2010 já foi um ano super, super bacana, onde enfrentei coisas que achava impossível e recomecei esse blog que vos fala. 2011 eu vou arrasar, gente. Vou virar sacoleira pra me livrar do RH (falo mais depois). Agora vou descansar, pq eu tô bem gripadinha e eu vou já curar essa gripe com cerveja. hihi
E meu ano já vai começar ótimo: vou assistir a posse da Dilma, mesmo sendo pela TV, eu fico morta de orgulhosa em saber que é ela.

É muito orgulho pra um começo de ano, né?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não, não posso parar...

Como diria o refrão de uma das suas músicas prediletas: não, não posso parar, se eu paro eu penso, se eu penso, eu choro.
Se você estivesse aqui, iria tomar um chopp comigo? Ou talvez, ficar empolgado e colocar na cabeça que iria ver a posse da Dilma, eu acho que você iria e também vibraria com todos os feitos do governo Lula, no qual você sempre acreditou e me ensinou a acreditar. Será que mesmo depois de tantos anos, iria continuar falando pra mim que tudo iria dar certo (e sempre dá)? Iria continuar lendo tudo que eu escrevo, me incentivando, me amando... Sem dúvida estaria por ai, com um olhar crítico e curioso no mundo, no qual herdei com muito orgulho. Será que você continuaria me ensinando que todos somos um só, me mostrando onde e como existe o preconceito? Com certeza continuaria com o seu humor absurdo, que era só seu! Animava qualquer lugar que chegava, aliás, alegrava até onde não estava, como hoje me alegra mesmo sem não estar do meu lado.

Eu não sei como, mas todos os dias eu sinto saudades. Hoje, em especial, gostaria de saber como seria se você estivesse aqui. Certamente, seria muito mais fantástico, pq de alguma forma você tornava minha vida encantada, um conto de fadas. Você, meu pai, é quem me faz levantar cedo todos os dias na esperança de que um dia tudo deixe de ser só esperança e vire um fato consumado.
É você e eu te amo. E eu queria muito, muito, te dar um abraço! Como eu não posso, eu tento abraçar o mundo inteiro na esperança de você estar lá.