quinta-feira, 9 de junho de 2011

Roda moinho...

É tudo muito simples: eu não nasci para trabalhar dentro de uma empresa, cheia de regras e presa a hierarquias e burocracia. Tem uma coisa que não é tão simples assim, que nesse caso específico é a porra do capitalismo. Sim, todas as criaturas do mundo (incluindo euzinha aqui) tem que ganhar dinheiro para pagar suas contas e para isso fazemos coisas que não gostamos (leia odiamos). E essa não sou eu, me sinto presa, sufocada, sem vontade de existir. Acordar cedo para sustentar algo no qual sou completamente contra não faz parte do meu sonho infantil, faz parte de uma realidade que eu construí e não consigo sair por um motivo tão ridículo: medo (leia se cagando de medo de não ter dinheiro pra pagar a faculdade).
Eu vivo nesse dilema, essa sou eu, aquela que quer jogar tudo pro alto e finalmente parar de se preocupar com seu futuro mal de alzheimer (pq né, o que vocês acham que vão acontecer com tanto stress e infelicidade? :P) e finalmente me preocupar comigo, com meus desejos, objetivos, carreira, sonhos. Também tem aquela outra, que também sou eu, mas que é ajuizada demais, responsável demais e cagona demais para tomar atitudes como essa.

Enquanto minha confusão mental está por aí e o capitalismo não acaba (tudo bem, acho que isso pode demorar um pouco), fico aqui esperando até final do ano para que eu finalmente possar cantar junto com a Barbra Streisand.
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2 comentários:

Caso me esqueçam disse...

ô, vaquinha. eu ia dizer que te entendo, mas acho que todo mundo que leu o post entende tambem. por isso que eu moooorro de inveja de quem tem coragem de sair desse esquema, ou quem PODE. porque, eh como falasse: la tem a faculdade pra pagar, neh. aih a gente se prostitui pra ser feliz no futuro. :/

Anônimo disse...

Hahaha, muito legal ler isso. Há uns anos atrás eu trabalhava como operador de caixa num posto de gasolina, tendo somente uma folga por semana e nganhando um salário miserável. Quando saía do trabalho ia direto pra faculdade (fazia Química). Fiquei nesse inferno três anos até que num belo dia passei numa federal para Filosofia: larguei o trabalho e a faculdade anterior. Tive, porém, sorte. Consegui bolsas de monitoria, de estadia, de iniciação científica que me sustentam ainda hoje.
Quando eu trabalhava vivia nesse dilema escroto: "faço um curso que me garante empregabilidade e que não gosto. A outra opção é escolher o mundo que amo e encarar os problemas que ele tem". Hoje em dia eu digo o seguinte para aqueles que pensam no futuro: seja qual for a profissão que vocês escolherem não se iludam, vocês continuarão pobres, só que mais ou menos estressados de acordo com o que escolherem, portanto pensem bem antes de mergulhar na conveniencia ou no puro gosto.

No mais: não me arrependo, o que ganhei foi imensamente maior do que o que deixei de ganhar.