segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pin Up Feminista

Posso sair assim todos os dias?


Sim, estava fazendo propaganda da Coca. Sou um pin up, ué. :P

terça-feira, 28 de junho de 2011

E se fosse o contrário?

E se quando acordássemos tudo estivesse ao contrário? E se os fundamentalistas religiosos dissessem que o natural é o homem casar com o homem e mulher casar com mulher. Que quem tem relacionamentos heterossexuais deve ser punido, não só com a violência, mas com o olhar que vigia e rejeita, o mesmo olhar que acolhe e dá redenção a todos os homossexuais. Um casal heterossexual que caminha na rua é violentado por neonazistas que segundo eles, afrontam todo tipo de raça pura que pode existir. Difícil, né?

Difícil mesmo é ser usado como xingamento todos os dias. 

- Sua bicha, viado!
- Aquela ali parece uma lésbica, né? Que ridícula.
- O que, tá me estranhando? Não sou biba não, sou macho.

Não entendo a facilidade absurda de xingar o outro pelo motivo extraordinário de ser homossexual. Ok. Então, já que você não gosta de maçã e eu sim, vou odiar você pelo resto da vida. E o discurso clássico, que ouvimos todos os dias é:

- Eu não sou preconceituosa, de verdade. Meu primo é gay. Mas, é que...

Preconceito, pra mim, é ignorância pura. E se você é daqueles que não se dizem preconceituosos, mas não deixam a sexualidade do outro em paz, tenho uma novidade: isso é preconceito. 

No dia do Orgulho LGBT, gostaria que as pessoas começassem a se colocar no lugar do outro, do tipo: e se fosse eu? Como eu me sentiria? Como deve ser horrível ser julgado pela minha sexualidade sem ao menos me conhecer. E se fosse ao contrário? E se as pessoas falassem que a minha sexualidade fosse uma doença que pode ser passada para crianças na escola, isso não faz de mim um monstro? Imagine ouvir todos os dias que o amor, desejo ou qualquer coisa que você sente por outra pessoa é errado e ainda é motivo de piada para todos os programas humorísticos do mundo. Afinal, a única forma de ser aceito aceito pelos heteros é ser muito bem humorado, como um palhaço, um bobo da corte. 

Não consegue fazer tudo isso? Tudo bem, então, simplesmente não ligue para o fato de alguém ter uma sexualidade diferente da sua. Sério, não ligue de verdade. Conheça a pessoa além da sexualidade, fale com ela. Talvez ela seja uma pessoa maravilhosa ou não. Não importa. O que importa mesmo é conversar com ela e não com sua sexualidade.
Acredite, as pessoas são mais do que uma orientação sexual.




terça-feira, 14 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Roda moinho...

É tudo muito simples: eu não nasci para trabalhar dentro de uma empresa, cheia de regras e presa a hierarquias e burocracia. Tem uma coisa que não é tão simples assim, que nesse caso específico é a porra do capitalismo. Sim, todas as criaturas do mundo (incluindo euzinha aqui) tem que ganhar dinheiro para pagar suas contas e para isso fazemos coisas que não gostamos (leia odiamos). E essa não sou eu, me sinto presa, sufocada, sem vontade de existir. Acordar cedo para sustentar algo no qual sou completamente contra não faz parte do meu sonho infantil, faz parte de uma realidade que eu construí e não consigo sair por um motivo tão ridículo: medo (leia se cagando de medo de não ter dinheiro pra pagar a faculdade).
Eu vivo nesse dilema, essa sou eu, aquela que quer jogar tudo pro alto e finalmente parar de se preocupar com seu futuro mal de alzheimer (pq né, o que vocês acham que vão acontecer com tanto stress e infelicidade? :P) e finalmente me preocupar comigo, com meus desejos, objetivos, carreira, sonhos. Também tem aquela outra, que também sou eu, mas que é ajuizada demais, responsável demais e cagona demais para tomar atitudes como essa.

Enquanto minha confusão mental está por aí e o capitalismo não acaba (tudo bem, acho que isso pode demorar um pouco), fico aqui esperando até final do ano para que eu finalmente possar cantar junto com a Barbra Streisand.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na clínica de cirurgia plástica

Essa história é baseada em fatos reais.
 
O meu colesterol está um tanto alterado e por isso resolvi ir no endocrinologista como uma forma de adiar o início da minha alimentação saudável e atividades físicas. Para isso, pedi indicações para minhas colegas da faculdade e uma santa alma indicou um médico. Liguei lá, toda feliz, marquei a consulta e ontem finalmente chegou o dia.
Cheguei lá metade empolgada e metade triste pelo fato de ter que iniciar uma vida saudável. Falei com a recepcionista e ela pediu pra aguardar, sentei lá e comecei a ficar apavorada com a quantidade de mulheres operadas. E pior: elas estavam conversando sobre como é importante uma mulher ficar com a barriga retinha e o peito durinho para seu marido. Eu ri baixinho e falei pra mim mesma: que absurdo. A menina que estava do meu lado riu também e perguntou: essa não é a sua prioridade, né? E ai começamos a conversar sobre plásticas, eu comecei a explicar o motivo de não querer fazer e ela perguntando quanto eu coloquei de silicone nos seios.
Tudo bem, eu sou peituda, mas perguntar assim do nada se eu coloquei silicone é demais, né? Fiquei meio ofendida, mas respondi que não coloquei silicone. A menina que estava conversando comigo tinha 19 anos e disse que tinha colocado silicone há algumas semanas atrás. Por sorte (ou por azar), fui chamada para ser atendida, o médico tinha uma cara super esticada e fiquei me perguntando o motivo.
O médico perguntou por que eu estava lá e contei todo meu mimimi de colesterol alto e tudo mais. Ele me perguntou de forma direta: entao, você quer fazer uma lipo?
Eu não sabia o que falar, mas eu finalmente comecei a ligar todas as coisas: eu estava em uma clínica de cirurgia plástica?
- Olha só, eu não quero fazer cirurgia nenhuma, eu quero uma dieta pra eu perder uns quilos e fazer as pazes com o colesterol e meu corpo.
- Mas, eu preciso sustentar meus três filhos, preciso colocar um bisturi bem afiadinho em você. (risadas do médico esticado)
- Então, eu acho que houve um grande engano, a fulana de tal me indicou seu nome como endócrino.
- Ah, a fulana de tal! A mãe dela tá pensando em fazer lipo.
- Hmm... entendo. Bem, então acho que tem algo errado, foi um grande mal entendido, mas obrigada pela sua atenção.
- Mas então Thayz, você é casada?
- Sim.
- O que você acha de fazer uma surpresa pro seu marido e fazer uma lipo? Tenho certeza que ele vai gamar.
- Eu quero que meu marido se lasque se ele quiser que eu faça lipo (cara de espanto do médico). Na verdade, ele acha muito curioso essa história de colocar silicone e morre de curiosidade de jogar uma pedra pra saber o que quebra primeiro (cara de terror do médico).
- Entendo...
- Então tá, obrigada e desculpa qualquer coisa.
Depois que eu sai de lá, eu tive um ataque de riso que não passou até agora. Finalmente entendi a conversa das meninas e a pergunta da garota sobre a quantidade de silicone que eu supostamente coloquei.
Será que foi uma pegadinha? Ou eu sou desligada ao extremo? Pode ser os dois, né?